sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um pouco de luz

Um pouco de luz

Muita luz ofusca, isso, porém é sabido por todos; assim acredito, pelo menos. Nós não vivemos mais sem ela; usamo-la demasiadamente e agora viramos dependentes. Não falo, claro, da luz natural, a solar, mas sim daquela, que nós produzimos, a luz elétrica.

Quanta repercussão um simples apagão a noite causa-nos. Alguns minutos apenas. Tudo bem, fez calor, admito. Mas não foi só algumas calorias que alguns de nós perdemos; perdemos muito mais... Desperdiçamos uma grande oportunidade de observar o firmamento, a abobada celeste; isto, aquela imensidão de pontos brilhantes que tanto nos maravilhas – as estrelas.

Nosso pequeno artifício já não nos permite observar o céu estrelado em todo o seu esplendor; a nossa luz nos tornou distante das estrelas, das nossas mães... Conseguimos ofuscar até as estrelas! Quão pequenos somos. Onde mais há sinais da civilização mais pobre é o céu estrelado.

Muita luz ofusca e nós já estamos cegos. É exatamente por isso que vemos demais! 
Rubens sotero

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

As palavras e Deus

As palavras e Deus

Foi o homem, a criação divina, que designou tudo!
Deus não é só um nome: é bem mais...
Ele tem muitos nomes!
Porém, não chamemo-lo em vão.

Desculpem os politeístas pelo uso singular do termo “deus”...
É apenas força do hábito.  (Eu sei, há outros – mesmo que sejam puros nomes)
Desculpem-me, também, vocês, monoteístas (eu sei que vocês são três)
Cada um tem o seu Deus.

Que diferença faz chamar Deus de Zeus ou de Shiva?
Ele, afim de não deixar dúvidas, disse: eu sou o que sou!
Um nome, portanto, não é capaz de mudar sua natureza!
Aliás, os nomes são estéreis... ocos.
Nome e realidade só com Ele... e “faça-se a luz” (é preciso!)

Deus, Aquele mais comum entre os ocidentais, foi um ditador.
Ditou o primeiro grande livro da nossa história. (com direito a segunda edição)
Lê-lo não é um ato comum; interpretá-lo ao bel prazer, sim.
Tudo bem, as palavras são ambíguas; por isso, Ele se utilizou delas!
 
 Rubens Sotero

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A pequena consciência

A pequena consciência

Em face da grande enxurrada de notícias, com as quais somos bombardeados todos os dias, sobre tudo, as ligadas ao meio ambiente, não é de se espantar que os homens começassem a criar uma consciência ambiental. Uma atitude louvável, porém de uma ignorância demasiada.

O homem depois de um longo distanciamento da natureza, encontra-se forçado a retorna a ela, isto é, a percebê-la como intrínseca a vida. No entanto essa retomada está comprometida, visto os homens terem perdido quase que por completo a ideia de imanência. Por isso, o máximo que eles podem ter é uma pequena consciência: ambiental. (Ainda nos vemos à parte) A falta de reflexão histórica é causa também disto. 

O planeta Terra encontra-se doente, isto é fato. Doença essa chamada homem. No entanto não é necessário que assim permaneça. Assim como um verme corroí um cadáver o homem dilacera a Terra.  Hoje, ela não se encontra como já fora: um paraíso. E, claro, temos grande influencia nisto.

Mesmo assim, o que corre risco não é o planeta e sim nós, homens. Só que a pequena consciência não o sabe. Ora, quantos e quantos seres aqui já estiveram e nunca mais hão de voltar: os dinossauros, por exemplo. Mas é claro, o homem se fez imagem e semelhança de sua própria imaginação e agora se acha maior do que aqueles.

Além disso, isto é, de acharem que devem proteger o planeta, que é de uma inocência tremenda, nós aproveitamos para lucrar. Venda de crédito de co2. Ainda estamos enfermos.

Precisamos sim cuidar do planeta, mas antes de tudo, precisamos cuidar de nós mesmo. Quando falo em cuidar, não falo em luxuria, antes disso, falo na grande consciência: a consciência cósmica. Mas isto implica em superação. E o homem precisa ser superado. Uma vez atingida tal consciência tudo será um!

O planeta Terra já foi palco de várias extinções em massa e ainda está aí, firme. Precisamos, não, necessitamos, se é que queremos viver por aqui por mais tempo, de criarmos a grande consciência. Só assim, o planeta encontrar-se-á salvo dessa enfermidade e, por conseguinte, nós, homens, seremos dignos deste lugar sagrado que estamos a emporcalhá-lo com nossa ignorância.
Rubens Sotero
   

domingo, 12 de dezembro de 2010

O fim de mais um paradigma

O fim de mais um paradigma.
Sempre que os homens, os seres do conhecimento, se encontram firmem num paradigma a natureza trata-se de surpreendê-los; mostra que doutra forma também é possível. Ela é inesgotável. Quem logo se fecha a um conceito, logo terá que alterá-lo. Somos e seremos, refiro-me a todos os seres do conhecimento, alunos, ela, sempre, o mestre. Pois a natureza jamais mente!

Por algum tempo a vida tinha que ter alguns elementos fundamentais e insubstituíveis, a saber: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. Porém, como parece não haver necessidade alguma na natureza, a vida pode ser concebida doutra forma. Pesquisadores da NASA (astrobiólogos) encontraram - uma nova forma de vida – no lago Mono, na Califórnia, EUA. Ao invés de fósforo a bactéria tem em seu DNA arsênio, um veneno para muitas outras formas de vida!

E daí, muitos podem dizer! Primeiro, e daí que, a vida animal na terra é plural, isto é, a vida é um pouco mais que do que a vida humana, por exemplo. Segundo, que somos apenas mais uma forma de vida. Terceiro e, talvez o mais importante, que a vida pode ser algo que vai além desse pequeno e pálido ponto azul que chamamos Terra. Por fim, que a natureza é sempre maior que qualquer conjetura demasiada humana! Ou como diz o Grande Heleno Cesarino, “esse grande mistério que é a vida!” (Se nenhum desses motivos te diz respeito, bem, seja, pois, niilista).

Depois que descobrimos que não estamos no centro do Cosmos e que somos descendentes dos animais, aliais, as duas maiores mudanças de paradigmas que já sofremos, a terceira, sem dúvida, seria a descoberta de vida fora da Terra. Possível é. "A química que produz a vida” diz Carl Sagan “é reproduzida facilmente por todo o cosmo. Parece improvável que sejamos os únicos seres inteligentes. É possível, mas improvável!". O cosmos é maior do que toda nossa imaginação permite concebê-lo!

O que mudaria, o quanto mudaria nossas vidas! Não estamos preparados, mesmo que queiramos conhecê-las. Elas, sem dúvida, nos surpreenderão!  Talvez seja diferente de tudo, de tudo que já vimos e de tudo que já imaginamos! Quais paradigmas serão aniquilados quando isso acontecer? Isto vai acontecer, cedo ou tarde, preparados ou não! Serão eles deuses!

Terão eles uma política, uma religião, uma ciência, uma matemática, uma curiosidade de outras vidas? Será que eles (seres doutros planetas) sabem aquilo que sabemos, isto é, será que nossa ciência é a mesma que a deles? E se eles tiverem uma religião monoteísta, na qual deus se fez um deles? Estariam eles corroborando o cristianismo, ou o islamismo, ou ainda, o judaísmo? O que terão eles a nos ensinar?!

 Rubens Sotero

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E se...

 E se...


E se Deus não existir?
E se não existir vida após morte?

E se a teoria da evolução estiver correta?
E se existir vida fora da terra?

E se nós nunca tivéssemos existido?
E se não existir verdades?

E se o universo se extinguisse?
E se apenas a vida se extinguir?

E se não existisse guerras?
E se não existisse misérias?

E se não existir liberdade?
E se a paz não for possível?

E se...

Questione, mude. O conhecimento é fascinante... vale apena.

E se soubéssemos um pouco mais do que já sabemos?
 
 Rubens Sotero

sábado, 13 de novembro de 2010

O homem e a democracia

O homem e a democracia
Em tempos de eleições, num país “democrático” veem-se muitas infames. Os critérios de escolha são subvertidos e o que termina importando é o que menos importa. O resultado é essa maravilha.O acerto é puro acaso!
No entanto, o problema está longe de ser a Democracia, antes disso, o problema reduz-se a um verme virulento que se encontra impregnado nas entranhas putrefatas dos mortais, a saber, a ignorância.
Há também o preconceito, mas esse não é mais que disseminação daquele.
Além desses, há ainda o medo. Eis mais um demônio. Demônio? Demônio é um espelho! Ele vivi nos mais obscuros rincões da consciência. Lá onde a luz não penetra, lá onde as janelas foram obstruídas por todos seus excrementos, causa do seu puro lamentar.
A democracia só funcionará quando, ao invés de seres humanuzinhos, tivermos os Aristois, os homens superiores, os homens frutos da terra. Enquanto isso, superemo-nos!
Rubens Sotero

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

síntese do primeiro ano do blog

síntese do primeiro ano do blog
em comemoração ao primeiro ano de blog, resolvi fazer uma síntese geral de todos os postos que fiz até agora. Fiquem a vontade para comentar e obrigado pela vossa atenção.

Nós: um paradoxo

Nós somos parte da imensidão que chamamos cosmos, ou melhor, somos o próprio cosmos que agora quer saber sobre si próprio.

Poeira cósmica

Uma supernova é o evento mais violento que há no cosmos e também o mais fascinante. Assim como nascemos de uma estrela também podemos ser devorados por uma. Basta que uma próxima de nós chegue ao seu fim como uma supernova.

Há quem diga

Há quem diga que isso é uma ilusão
Há quem diga só ilusão
Ah, como há.

Ó homem, o que és tu?

És tu, ó ser racional, fruto de uma evolução, de uma cega evolução. Tens o mesmo ancestral dos macacos, e antes disso, tens o mesmo ancestral comum dos vermes. Dizem: “como pode o homem ter vindo do macaco, há tantos macacos ainda.” Como se o macaco fosse um homem que deu errado; às vezes, porém, penso se não é o homem um macaco que não deu certo!

Vossa condição

De ti mesmo foges.
De ti mesmo és um estranho.
De ti mesmo és escravo.
De ti mesmo és indigno

Necessidade de verdade

Os homens necessitam de verdades, porém não são capazes de suportá-las; e logo inventam suas próprias. E sabendo que são frágeis, vestem-nas de mistérios, ou seja, tiram-nas da experiência presente, transcendendo-as, pois estes sabem, que mentiras só fazem mal quando não se sabe que são mentiras.

A uma determinada distância
A certa distância
Toda segurança se esvanece.
Toda idiossincrasia se dissolve.
Toda vida é ofuscada por sua pequenez.


Três possibilidades do existir!


Há uma pergunta que cedo ou tarde todos se fazem: “por que estou existindo”. Há três modos de lidarmos com ela, a saber, iludir-se, fugir de si e superar-se. 


Linha do tempo.

Há um tempo não havia
Mitos, metafísica, ciência
Deuses, tão pouco:
Apenas símios simpáticos.


Aforismos

"A maneira mais fácil de ser feliz é ser ignorante. A melhor, porém é quando a dissipamos, ao menos, um pouco."

  
O traje da morte

 Em verdade eu vos digo: - vós estais condenado a ti mesmo!


Viajem no tempo

Quando olhamos para o céu estrelado o que vemos não é como ele agora é, mas como ele fora. Vemos no presente o passado. As estrelas estão tão distantes de nós que sua luz leva no menor dos casos quatro anos e meio (alfa centaury). Portanto vemo-la como fora há quatro anos e meio.

Vida como identidade
I

Há vida na semente, Há vida na planta,
Há vida em ti. 
Ter algo a mais é ter algo a menos.
Antes de qualquer coisa, és vivo
Como a lagarta e a borboleta,
Como o girino e o sapo.
Vida como identidade
II

O homem é o único ser com linguagem (informação articulada)
Certo, com linguagem humana
Toda e qualquer espécie animal é capaz de comunicar-se entre si
Assim como um burro entende outro burro
Um homem entende outro homem.
Assim como um porco não entende um pato
Um homem não entende uma galinha.
Toda primazia é demasiada humana...

Vida como identidade
III

Aqui somos muitos
Solitariamente muitos
Isso, há muito que se descobrir
Será com os estranhos que
Descobriremos o que somos na verdade.
O que somos na verdade?
Quem há de saber?
Há de saber!
Ah, se saber só bastasse
Bastaria saber e pronto.


O único sentido da vida.

Que sentido tem a vida?
Vivi-se para morrer?
Mas isso não é trágico e sem sentido?
Então, que tal a vida eterna?
Ótima ideia, certo?
Mas será que nunca morrer dá sentido a vida?
Será que a vida para ter sentido tem que ser eterna?
Se não aguentas nem a breve vida humana, aguentarias a dos anjos?
É fácil de entender: eleva teus hábitos e rotinas a potência infinita,
Eis o que desejas... Ainda desejas?
Só se deseja o que nos falta

O mistério da existência

Algo existe, a saber, o universo. Por quê? Poder-se-ia responder assim: porque é forçoso que exista! Ele simplesmente existe.

Que venha o fim

O fim é necessário, não para o mundo, é claro, mas para quem o subverte e despreza-o. A terra é sagrada, portanto, digna da vida, da vida! 

Nós precisamos do mundo. O mundo não precisa de nós.


Valores e sentido


O homem é o único ser que valora, por conseguinte, todo valor é demasiado humano. Valorar é dar sentido e o homem é um buscador de sentido. Ora, só se busca o que se falta, portanto, o homem não tem um sentido.


Observa-se

Num mundo distante, observa-se:

Através do poder do pensamento
todos os problemas eram facilmente resolvidos,
logo, o mundo do pensamento tornou-se
- o Primeiro.


Silêncio?!

Discurso é fonte da verdade:
A verdade é que os discursos em muito mentem!


Na verdade...

O que não se pode questionar necessita que seja chamado de verdade.


Palavras e memórias

Nossa história... teve um início, e terá também um fim.
O um fim não será lúgubre, pois, por muito, já o é.
Escrevê-la talvez seja uma vaidade demasiada humana,
mas se tudo é vaidade, façamo-la, pois, bem!


Patriotismo eis nossa virtude.

Ainda acreditamos em nações. Ainda fazemos o possível para ignorarmos nossa história. Por isso, fizemo-nos prisioneiros da nossa própria ignorância...

 O que temos de melhor

Os homens da ciência buscam apenas compreender sua história.

Linguagem como fonte de verdade

Mesmo a linguagem sendo demasiada rudimentar, servindo tão somente para expressar pequenos fatos, ela foi imprescindível e, até mesmo, eficaz. E os Sapiens pensaram: se o mundo físico é real e é possível comunicar-lhe a outrem, a comunicação deve ser real. Sendo só possível comunicar algo através da linguagem, então, concluí-se que toda comunicação comunica o real. Até porque, o que não-é não pode ser visto, ouvido, tocado ou pensado; o que não-é é incomunicável, portanto o que se diz é e deve ser sempre o real!

Rubens Sotero