quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vida como identidade

Vida como identidade

I

Vida é igual a vida
Se és vivo, és igual a tudo mais que é vivo
Ora, como poderia não ser?
És vivo?

O verme, a minhoca, a barata, o rato
São vivos, assim como és.
Tens algo a mais?
Eles também! Ou não?

O macaco não “sabe” porque vive 
Ele apenas vive, assim como vives...
Como? És mais vivo que ele?
Talvez a recíproca seja verdadeira.










Assim como um leão com fome come o que é vivo
Tu que és vivo diz que és mais vivo que os vivos.
Tudo bem, tens algo a mais...
Mas agis e preferis agir como aqueles que dizes não ter!

O meio é molde contínuo da vida
Onde estais?  És finalidade? És perfeição?
És vida assim como outras vidas
Por isso vives com elas.

Há vida na semente, Há vida na planta,
Há vida em ti. 
Ter algo a mais é ter algo a menos.
Antes de qualquer coisa, és vivo
Como a lagarta e a borboleta,
Como o girino e o sapo.










Toda diferencia se dá na falta de observação.












Em uma ínfima parte da imensidão
Eis a vida que desconhece o que é
Eis a vida que se diz ser mais vida que a própria vida
Eis a vida que agora escreve e ler.
Rubens Sotero 

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